Jubileu de Prata de Bacharéis em Direito de 1990
Uma noite de histórias e celebrações Formandos das turmas de Direito de 1990 da Faculdade de Direito Milton Campos comemoraram data em clima de recordações e agradecimentos

O que nasceu, em setembro de 2004, com um estilo despretensioso de localizar para depois reunir os alunos formandos da primeira turma de Direito em 1979, tornou-se um evento institucional, imprimindo uma marca no calendário oficial da Faculdade de Direito da Milton Campos. No último sábado, dia 12 de setembro, mais de 100 bacharéis das duas turmas de 1990 compartilharam emoções, relembraram os anos de graduação e celebraram, num ambiente envolvente de alegria e confraternização, o Jubileu de Prata da colação de grau. Foi a 12ª vez consecutiva que a Faculdade realizou o encontro, como parte de suas ações de estabelecer contato estreito com seus ex-alunos.

Antes mesmo de iniciada a cerimônia oficial, no auditório do Campus II, os jubilandos, em sua maioria mulheres, trocaram abraços, beijos e muitas risadas, um sinal de quantas emoções viriam a seguir. Era tanta vontade de colocar as notícias em dia, que foi um desafio ao cerimonial dar início aos discursos e premiações. Na abertura, o presidente do Centro Educacional de Formação Superior (Cefos), entidade mantenedora, professor Pedro José de Paula Gelape, afirmou que a celebração do Jubileu de Prata é uma festa onde os ex-alunos, seu familiares e professores confirmam o conjunto de emoções que faz um dos diferenciais da Faculdade de Direito Milton Campos: "Um espaço onde todos se sentem em casa".

A diretora da Faculdade, professora Lucia Massara, destacou a importância das comemorações do Jubileu como um compromisso institucional, que mobiliza toda a estrutura acadêmica e administrativa na localização de todos os ex-formandos até os preparativos para a grande festa: "Já é uma tradição da Faculdade e todo o início do ano somos procurados pelos ex-alunos para saber a data do Jubileu; um trabalho coletivo entre o corpo docente, funcionários e os ex-formandos".

Abertos os trabalhos, o procurador de Justiça Francisco Márcio Martins Miranda Chaves, paraninfo da turma do primeiro semestre de 1990, fez sua saudação aos jubilandos, ressaltando o momento decisivo do Direito no atual conjuntura do País.

Em discurso de forte caráter político, ele afirmou que estamos vivendo o Século do Judiciário, citando os esforços dos jovens delegados e promotores de justiça de levar a Operação Lava-Jato adiante, mesmo com todas as manifestações de setores da sociedade para impedir a queda da cortina de corrupção que atinge as instituições públicas do País. A reação da plateia foi de total satisfação com o destaque da responsabilidade dos profissionais de Direito na punição de empresários e políticos no caso da Petrobras e demais ações que precederam este momento histórico.

Com sua ternura e alegria conhecidas pelos ex-alunos, a professora e juíza federal Sônia Diniz Vianna, paraninfa da turma 2º semestre, agradeceu o convite e sua satisfação de ser homenageada depois de 30 anos e dois meses de carreira docente do Direito. A professora Sônia voltou no tempo e escolheu a música mais tocada em 1990, para festejar com alegria os 25 anos passados. "Evidências", de Chitãozinho e Xororô acabou sendo cantada pela plateia, num tom de música tema dos 25 anos de formatura.

Mulheres em destaque


Depois dos docentes, entraram em cena as mulheres que integraram a turma de Direito de 1990. A jubilanda Valéria Maria de Abreu disse que seus colegas de formatura, assim como ela, escolheram o Direito por acreditar que poderia fazer a diferença. "Passados 25 anos de nossa colação de grau temos aqui profissionais capacitados, com carreiras sólidas, que conseguiram se sobressair nas áreas A bacharela da segunda turma de 1990, Maria Emília Mitre Haddad, mostrou-se emocionada por estar substituindo o colega Carlos Antônio Pinto, falecido. Emília recordou os tempos de inauguração do prédio novo da Faculdade, que por 12 anos funcionou nas dependências do Colégio Arnaldo. "Somos a turma pioneira, a primeira a cursar todos os períodos nas novas instalações". A jubilanda disse que a turma tem o orgulho de ter sido protagonista na história da Faculdade: "Para que tudo funcionasse bem, vimos professores se transformando em arquitetos e jardineiros e até seguranças".

Melhores alunas


Em 1999, a Milton Campos instituiu a “Medalha Professor Wilson Chaves e Professor João Milton Henrique”, para ser entregue aos alunos com o melhor aproveitamento durante todo o curso. Com a criação da festa do Jubileu, a medalha passou a ser entregue retroativamente aos melhores alunos das turmas anteriores a 1999. Durante a entrega às melhores alunas de 1990, a diretora Lucia Massara enfatizou a dedicação das mulheres ao curso, pois a cada sete mulheres premiadas somente um homem recebeu a medalha. Lucia acentuou também a participação feminina em destaque no corpo discente, totalizando 65% do total de alunos.

Os nomes foram anunciados na solenidade e ficou marcante a surpresa e emoção das jubilandas Terezinha Massara e Maria das Dores Torres, ao serem chamadas ao palco para receber a medalha das mãos do professor Pedro Gelape.

“Na época em que estudava, tinha três filhos pequenos e meu marido me ajudou, pois tinha que deixá-los todas as noites. Era graduada em Letras, mas não me encontrei na carreira do magistério. Hoje divido o escritório de advocacia com três irmãs, especializada em Direito da Família", disse Terezinha.

Maria das Dores Torres levou um susto ao falar do título recebido. "Nossa turma era formada por pessoas que se dedicavam muito. Não esperava, realmente, receber a medalha." Durante todo o curso, ela trabalhou em horário integral no Ipsemg, na área de previdência. Logo que formou abriu escritório de advocacia com outras colegas, mas em menos de um ano foi nomeada Superintendente de Seguridade e Crédito Social do Instituto. Hoje, aposentada, passa parte dos dias em trabalho voluntário na Casa Lar Tereza de Jesus, que acolhe pessoas com câncer do interior que vêm fazer tratamento médico em Belo Quem não poderia deixar de levar os créditos pela organização do 12º Jubileu de Prata foi a formanda de1990, Marília de Fátima Lima, que integrou a comissão organizadora, presidida pelo professor Marcos Afonso de Souza. Ao procurar a secretaria da Faculdade em meados de maio deste anos, para atualizar seus dados (endereço e telefone) acabou ajudando na localização de 20 ex-alunos. "Começamos o trabalho em julho. O professor Marcos me chamou e junto com mais seis pessoas conseguimos montar esta festa". Marília gostou do convite, pois é recém-aposentada como auditora do Itaú-Unibanco e tinha tempo livre para se dedicar. “Foi ótimo poder entrar em contato com meus colegas e trabalhar junto com a turma da Faculdade".

Depois de todos receberem o diploma comemorativo do Jubileu, fotografar e serem fotografados, a turma confraternizou em coquetel no saguão do Campus II, transformado em salão de festa.