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QUALIDADE

MEC ANUNCIA MAIS RIGOR NA ABERTURA DE NOVOS CURSOS DE DIREITO


O cerco às escolas de Direito que não oferecem as mínimas condições para a formação do profissional aumentou. Em fevereiro, o Ministério da Educação (MEC) publicou novas regras que tornam mais rigorosos os critérios para abertura de novos cursos. Segundo os novos padrões, os pedidos de autorização serão submetidos não apenas à comissão de avaliação do MEC, mas também à Ordem dos Advogados do Brasil. Caso a OAB se manifeste contrariamente à abertura, o pedido será analisado pela Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação, um grupo formado por doutores que segue o modelo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que avalia os novos cursos de pós-graduação.

A OAB considerou a medida oportuna, pois há vários anos vem criticando o excesso de oferta de cursos, muitos deles sem a qualidade necessária para formar bons advogados. Em sua última avaliação, por exemplo, realizada neste ano, a Ordem recomendou apenas 87 dos 332 cursos existentes no País, o que equivale a 27% do total.

Em artigo publicado no site da entidade em janeiro deste ano, o presidente regional da OAB de Goiás, Miguel Ângelo Cançado, alertava para o fato de que "a criação indiscriminada de cursos de Direito, autorizados pelo MEC, é preocupante e reveladora de uma triste realidade: o interesse comercial de grandes empresários se sobrepõe à formação profissional dos operadores do Direito. Essa realidade merece demasiada atenção, à medida que prejudica não só a imagem das advogadas e advogados, mas também a qualidade da prestação jurisdicional à sociedade".

Controle

Com a mudança, a expectativa é de que haja maior controle sobre o que os especialistas chamam de "mercantilização" do ensino de Direito, ou seja, o funcionamento de escolas sem o menor compromisso com o ensino. Para o secretário-geral da OAB Minas Gerais, Ronaldo Garcia, em médio prazo apenas as instituições minimamente engajadas em um ensino de qualidade vão se manter em atividade. "Os aventureiros terão que sair do mercado", prevê.


Para o professor Carlos Henrique, as novas exigências chegaram tarde

"Já vem tarde"

O professor Carlos Henrique, presidente da Comissão Própria de Avaliação da Milton Campos, afirma que esse ajuste já deveria ter acontecido há mais tempo. Ele narra uma conversa que teve recentemente com um ex-aluno da FDMC. Convidado a dar aulas em uma outra instituição, esse aluno não suportou continuar porque não podia ser suficientemente exigente com os alunos. Carlos Henrique até sugeriu a um deputado federal paulista a elaboração de projeto de lei para aperfeiçoar o cerco às escolas "aventureiras": que o aluno egresso da faculdade tenha seu curso superior invalidado em caso de cinco reprovações no Exame da Ordem.

RECEPÇÃO

DIREÇÃO DÁ BOAS-VINDAS

A Diretora da Faculdade de Direito Milton Campos. Lucia Massara, recebeu os calouros de 2007 em reuniões realizadas no auditório (foto), passando a eles informações gerais sobre o histórico do curso de Direito e sobre procedimentos acadêmicos a que os alunos estão sujeitos. A professora realçou a absoluta necessidade de dedicação dos alunos ao estudo, como forma de garantir a boa formação e a qualidade do ensino, que tem sido uma marca da Milton Campos há 35 anos.

"Nossa posição de faculdade privada com melhor desempenho no Exame de Ordem da OAB foi conquistada com muito esforço, com muita dedicação de professores e alunos e a responsabilidade pela manutenção desse nível é de todos, direção, professores e alunos", disse a professora.

Para recepcionar os alunos, a faculdade afixou banner destacando a renovação do selo "OAB recomenda", pela Ordem dos Advogados do Brasil, e editou página especial deste jornal, com informações básicas para os calouros. O Diretório Acadêmico Orozimbo Nonato (Dacon) também afixou faixas de boas-vindas.