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Em mais uma iniciativa pioneira, a Faculdade de Direito Milton Campos assinou em maio último convênio com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), cujo objetivo é oferecer condições de cooperação mútua para a difusão das normas e boas práticas nessa área. Na solenidade, a diretora da faculdade, professora Lucia Massara, destacou que um dos objetivos de uma instituição de ensino é exatamente buscar parcerias que possam oferecer a seus alunos novas facetas para o aprendizado.

A conselheira do IBGC Vânia Campion assina o convênio ao lado
da professora Maria Celeste
Para a idealizadora do acordo, a professora da FDMC e auditora-geral do Estado, Maria Celeste Morais Guimarães, a instituição vai dispor de uma poderosa ferramenta para difundir, junto aos futuros bacharéis e advogados, a importância da adoção das práticas do IBGC, que foram apresentadas em palestra proferida pelo coordenador-geral do instituto em Minas Gerais, Robson Laranjo.
Maria Celeste destacou que a Milton Campos tem tudo para formar uma parceria acadêmica perfeita com o instituto, dada a sua tradição em Minas em matéria empresarial, oferecendo inclusive um curso de Mestrado na área. “O advogado é a porta de entrada para a governança corporativa nas empresas”, afirmou. Lucia Massara ressaltou que aprovou imediatamente a ideia do convênio, por considerá-la de excelente gabarito.

A diretora Lucia Massara aprovou a celebração do acordo com o IBGC
CONGRESSO
A ÉTICA SOB A ÓTICA DA PSICANÁLISE, DO DIREITO E DA LITERATURA
O II Congresso Nacional de Psicanálise, Direito e Literatura, realizado no final de abril nos auditórios do Campus I da Faculdade de Direito Milton Campos, foi um sucesso. Quem garante é o organizador do evento, o professor de Psicologia Fábio Belo, que destacou a participação de 170 inscritos. “Todos os convidados compareceram e conseguimos atingir o objetivo, que foi falar sobre Ética e Estética da Existência sob as perspectivas do Direito, da Psicanálise e da Literatura”, destacou.
Fábio Belo fez questão de agradecer a dois convidados especiais: o professor Márcio Alves Fonseca, tradutor do livro “A hermenêutica do sujeito”, do filósofo Michel Foucault, e o professor Benilton Bezerra, que falou sobre neuroascese. E adiantou que o próximo evento já está programado para o início de 2011, com temática sobre o pensador italiano Giorgio Agamben, autor do livro “Homo sacer”, muito usado no Direito.
Segundo Fábio Belo, que é psicanalista com doutorado em Literatura, o congresso discutiu a Ética e Estética da Existência, tema que Foucault elabora no final da obra dele e que diz respeito aos exercícios morais a que uma pessoa pode se submeter para transformar sua própria existência. Ele explica que a Psicanálise defende que o homem não tem um instinto e que, por isso, deveria sempre escolher a forma existencial que lhe cabe, de forma a definir sua identidade, que não nasce pronta. O Direito, por sua vez, garante a legitimidade das formas diferenciadas de conduta. Já a Literatura perpassa boa parte da nossa existência, por meio da escrita; e é também por meio dela que as pessoas podem inventar os mundos que imaginar.

José Luis Quadros, Guaracy Araújo e Márcio Alves Fonseca
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