Com os depoimentos dos professores Plínio Salgado e José Flávio Bontempo Resende, concluímos a série sobre os docentes da Milton Campos com mais de 25 anos na Direito e mais de 10 na Administração, iniciada por ocasião da comemoração do Dia do Professor, em outubro.
PLÍNIO SALGADO,
28 anos de Faculdade de Direito
"ESCOLA DA JUSTIÇA E DA LIBERDADE"
“Ingressei na faculdade nos idos de 1981, a convite do professor Marcos Afonso de Souza, por indicação do saudoso professor Paulo Neves de Carvalho. Nesse período de aproximadamente 29 anos, de uma convivência fraternal, sem perda do profissionalismo mútuo, entre professores, servidores e diretoria, posso dar o meu testemunho, realçar a esplêndida missão desta casa de ensino do Direito.
Muitos já são os anos de sua existência, desde quando, na década dos 70, ela começou a semear os frutos da sua grandeza. No itinerário do tempo ela soube crescer e, ao longo dos anos, foi aprendendo a se impor ao respeito universal. O seu melhor apanágio é ter nascido de um ideal e se ter consolidado na racionalidade do possível em cada dia e, nos limites da possibilidade, fiel ao aforismo jurídico de que ninguém é obrigado a realizar o impossível – ad impossibilia nemo tenetur. Bem sabendo os seus fundadores que a medida da realidade tem que seguir rigorosamente os parâmetros da sabedoria que dita a medida da capacidade do homem.
As casas, os edifícios, esses se constroem com o cimento que faz a junção dos elementos levantadores das paredes, dos pisos e dos tetos. Uma escola é diferente: se ela não prescinde do material que a ergue, em verdade, a sua essencialidade não está nas coisas que a fazem, mas, muito mais, quase infinitamente mais, nas pessoas que assinam, informam e constituem. São o seu organismo dirigente, docente, discente e administrativo. O seu corpo pode ser materializado nos edifícios que se levantam, porém, o que valeria tudo isso se não houvesse o espírito da intelectualidade que, esta sim, é a sua única razão de ser e de existir? A sua capacidade comportamental e a sua potencialidade existencial.
O império não pertence ao homem, em sua individualidade, mas ao Direito, enquanto lábaro da Justiça na constituição jurídica da lei, mesmo porque Direito e Justiça não admitem o divórcio entre si. O nome do Direito busca sua origem na Justiça e ambos se unem para que deles nasça a lei.
A Faculdade de Direito Milton Campos nasceu sob esta inspiração e dela nunca se afastou. Traçou seu rumo, apontou o seu endereço para dele nunca se desviar. Eis a razão pela qual dela se orgulham os que, em cada aula dada ou recebida, a vêm construindo. Dela se envaidecem os seus fundadores, quando, em outros horizontes, ouvem falar de sua respeitabilidade como escola e como instituição. O seu nome é substantivo de respeito, da honorabilidade que prova a sua própria essência – nomen essenciam rei probat.
Nomes que mais ilustram a sua história, ela os conta sem conta. Tantos por ela passaram, emprestando o melhor do seu quilate intelectual e moral, compondo a galeria tão eloquente que suas paredes seriam pequenas para comportar e memoriar. Pinçar este ou aquele, até que poderia ser possível em celebrações particularizadas. Possível seria, entretanto, seria justo que se o fizesse? Parece-me que não, enquanto penso que cada um, dentro do ângulo próprio do seu estilo, do seu caráter e da sua personalidade, merece durar como protótipo de tantos outros que os desejarão venerar no pedestal do futuro.
E quanto aos professores de hoje, todos, orgulhosamente, fazem a doação permanente de si mesmos, de sua inteligência, de sua indesmentível competência, do seu vigoroso zelo pelo bem e pela grandeza desta Escola do Direito, da Justiça e da Liberdade. Todos são responsáveis pela edificação de uma consciência jurídica que ultrapasse as fronteiras do verbo para se consagrar na realidade obrigatória da ação. O cumprimento do dever, todos o têm, não como rotina que se repete, mas como um ideal que se ama.
Aqui, a minha filha estudou e concluiu o seu curso. A opção traduz como confirma o meu sentimento de respeito, confiança e apreço por esta Casa de Milton Campos, nome muito especial com que se homenageia a memória deste ilustre e grande homem público. “
JOSÉ FLÁVIO BONTEMPO RESENDE,
11 anos de Faculdade de Administração
"ESTAMOS ENTRE AS MELHORES"
“A Milton Campos é uma referência profissional e acadêmica, possui projetos interessantes e obteve avaliações muito positivas no Provão (A) e no Enade, portanto, podemos afirmar que somos uma das melhores faculdades de Administração do Brasil.”
Assim o professor José Flávio Bontempo Resende define sua relação com a instituição para a qual trabalha desde agosto de 1999.
Antes de iniciar na Milton Campos, ele trabalhou como funcionário na Minascaixa, LBA, Gontijo Resende, CEAG e Convap. É sócio desde 1992 da JR Treinamento e Consultoria Ltda. Fez cursos de pós-graduação em finanças pela Fundação Dom Cabral e em política econômica e finanças nas empresas pela Fumec.
Sua ida para a Milton Campos se deu a partir de um convite do professor Newton Viana. Após uma conversa com o coordenador do curso à época, o professor Paulo Mancini, José Flávio iniciou suas atividades acadêmicas, sendo incentivado pelo próprio Mancini a fazer um curso de mestrado, cuja dissertação foi defendida em 2003.
De acordo com o professor José Flávio, o curso de Administração atualmente está mais “tecnológico, os estudantes estão mais bem informados”. Ele lembra com saudade de vários alunos que se destacaram no curso.
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